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Tipos de fome: qual é o seu?
19set

Tipos de fome: qual é o seu?

Para a maioria das pessoas existe apenas um tipo de fome. Aquela que sentimos quando escutamos nossa barriga “roncar”. Porém, existem vários tipos de fome. Ela nem sempre é fisiológica e pode estar associada ao psicológico.

Por isso, podemos dizer que existem dois principais tipos de fome: a fisiológica e a psicológica. Esta última, por sua vez, engloba outros subtipos de fome ainda em estudo como: a fome emocional, a fome social e a vontade.

Vamos entender qual a diferença entre esses dois principais tipos de fome e aprender a lidar com os tipos de fome psicológica, que normalmente são aquelas que mais atrapalhma o processo de perda de peso.

Fome fisiológica:

A fome fisiológica é a maneira que o organismo reage quando necessita de nutrientes para manter as funções vitais. Portanto, ela acomete todos os seres vivos e é um processo completamente normal.

Trata-se de um processo gradativo que começa com um incômodo no estômago e vai aumentando até causar alguns desconfortos físicos como tontura, enjoo, dor de cabeça e irritabilidade. Normalmente aparece de 3 a 4 horas após a última refeição.

O hormônio liberado quando o estômago está vazio é a grelina, que age diretamente no cérebro ativando a sensação de fome.  Após ingerirmos algum alimento, o estômago libera o hormônio GLP1 que age igualmente no cérebro ativando a sensação de saciedade.

Fome psicológica:

As fomes psicológicas estão relacionadas com o estado mental em que a pessoa se encontra, ou seja, se está triste, feliz, estressada, ansiosa, frustrada, empolgada e etc.

Esses tipos de fome surgem repentinamente, mesmo logo após uma refeição. Têm caráter de urgência, não sendo um fenômeno gradativo como a fome física e também não necessariamente apresenta desconforto físico.

Fome emocional:

A comida tem uma ligação muito grande com o afeto, de forma que quando a pessoa está com fome emocional, na verdade ela está buscando suprir suas carências com o alimento.

Esse tipo de fome está diretamente ligado à compulsão alimentar, que nada mais é do que buscar no alimento o conforto para momentos de frustação, medo, ansiedade e estresse. A pessoa acaba comendo além do necessário ou de forma errada, escolhendo alimentos mais calóricos.

A fome emocional não é necessariamente ruim. Todos nós podemos sentir fome emocional em alguns momentos da vida. Isso é comum! O problema é quando a fome emocional é constante, gera compulsão e consequentemente faz a pessoa ganhar peso e adquirir problemas de saúde.

Vontade:

A vontade também surge repentinamente e está ligada a um alimento específico. Normalmente surge através de algum estímulo, por exemplo uma propaganda na televisão.

Os alimentos que mais têm relação com a vontade são os doces. Isso porque o açúcar ativa as regiões cerebrais de recompensa e prazer.

Fome social:

A fome social, como o próprio nome diz, está associada a eventos sociais como festas, encontros com amigos, confraternizações, reuniões.

A comida tem um poder social de unir as pessoas e por isso, nesses eventos a mesa é sempre farta ou tem sempre algo para beliscar.

Nesses momentos específicos comemos sem perceber, automaticamente, justamente porque não estamos prestando atenção na comida, mas sim na conversa, nos amigos, no momento em si.

Exagerar durante algum evento é absolutamente normal porque sabe-se que não é uma situação frequente.

Como driblar a fome psicológica:

  1. Identificar qual o tipo de fome: o primeiro passo é saber distinguir as diferenças dos tipos de fome e identificar qual delas você está sentindo no momento. Perceber que usamos os alimentos por razões emocionais, e não por razões físicas, é extremamente importante para iniciar o processo de mudança.
  2. Identificar o gatilho: se for identificada uma das fomes psicológicas é preciso conhecer o gatilho que desencadeia essa fome, ou seja, o motivo pelo qual surgiu a fome repentina. Identificar esse gatilho é uma arma importante para tornar-se atento a momentos similares que possam se repetir no futuro, além de permitir uma reflexão sobre como “cuidar” desses motivos.
  3. Encontrar um escape: após saber qual foi o motivo da sua fome psicológica, é preciso encontrar uma outra forma de lidar com ele sem ser a comida. É preciso entender que a comida não alimenta os seus sentimentos. Ela alimenta apenas o seu corpo.
  4. Praticar Mindful Eating: Mindful é considerado um treinamento da mente que ajuda a alcançar a consciência plena, a controlar o estresse e a melhorar a capacidade mental. Aplicado à alimentação, ele sugere que a pessoa tenha uma atenção plena em relação a tudo aquilo que ela come, ou seja, você deve prestar atenção na cor, no sabor, na textura, no cheiro da comida e também no ambiente e no modo como você está sentado na hora da refeição. Estudos comprovam que essa pratica diminui a compulsão alimentar e a ansiedade ligada ao alimento.

O conceito de Mindful Eating vem sendo cada vez mais respaldado também na prática clínica de alguns nutricionistas que atuam nessa área. A ajuda profissional tem muito a contribuir com uma abordagem mais direcionada à identificação das causas e gatilhos que desencadeiam a fome e as práticas indicadas para cada caso. Portanto, é uma ferramenta extremamente rica no atendimento nutricional individualizado.

Confira abaixo nutricionistas renomados que trabalham com a linha comportamental e Mindful Eating :

Dra. Camila Carvalho
Dra. Adriana Pantaleão
Dra. Bruna Picoli
Dr. André Migotto
Dra. Isabel Tatiana

 





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