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ESTRESSE E GANHO DE PESO: ENTENDA A RELAÇÃO ENTRE ELES
17ago

ESTRESSE E GANHO DE PESO: ENTENDA A RELAÇÃO ENTRE ELES

Ao mesmo tempo em que os índices de sobrepeso e obesidade aumentam desenfreadamente (de acordo com a Organização Mundial da Saúde tais índices já representam mais de um bilhão de adultos), a grande maioria da população enfrenta problemas com estresse e ansiedade devido ao ritmo de vida e comportamentos da atualidade. Coincidência? Com certeza, não. O estresse está diretamente ligado ao aumento de peso.

Cortisol: o hormônio do estresse

Durante períodos de estresse elevado, o hormônio cortisol é liberado em maior quantidade no organismo. Veja, em proporções normais, o cortisol é fundamental para o bom funcionamento do corpo, desempenhando funções metabólicas e endócrinas importantes. E, uma vez que o estresse é pontual, os níveis hormonais voltam a normalidade. Mas quando ele se prolonga, os níveis de cortisol no organismo disparam desregularizando processos fisiológicos, o que pode causar aumento do risco de: hipertensão, diabetes, infarto, derrame, aumento de colesterol e triglicerídeos, imunossupressão (sistema imunológico baixo), alteração dos padrões de sono, fibromialgia, depressão e… ganho de peso.

Fome e a relação com cortisol

O nível alto de cortisol faz com que o cérebro entenda que existe algum tipo de “ameaça” e precisa de energia. Então sua sensação de fome aumenta (principalmente em relação aos carboidratos simples) pois ocorre a diminuição da concentração de serotonina, neurotransmissor que atua na sensação de saciedade. Além disso o cortisol faz com que o açúcar seja transformado em tecido adiposo (gordura), principalmente na região abdominal.

A adoção de hábitos saudáveis como prática de atividade física e alimentação adequada é de extrema importância para manutenção dos níveis normais de cortisol controlando o estresse e ajudando na perda de peso. Veja abaixo algumas dicas de como a alimentação pode te ajudar na modulação desse hormônio relacionado ao estresse.

Combatendo o estresse e o ganho de peso

1.Eleve sua serotonina, aumentando o consumo de alimentos ricos em triptofano (aminoácido precursor da serotonina): soja, cereais integrais, oleaginosas, banana, ovo, chocolate 75% cacau. Alimentos fontes de vitamina B5 (cofator para a produção de serotonina) também auxiliam nesse processo: leite, damasco, salmão, amêndoa, gérmen de trigo e farinha de aveia.

2. Aumente o consumo de fontes de magnésio (sua deficiência é considerada um fator para o estresse uma vez que diminui os níveis de dopamina, um neurotransmissor que controla o humor): sementes de abóbora, tofu, caju, pistache, nozes, amêndoa, abacate, banana.

3. Diminua o consumo de alimentos e bebidas que contenham cafeína, pois substancias estimulantes aumentam o nível de cortisol. São fontes de cafeína: café, chá mate, chá preto, chá branco, chá verde, refrigerantes a base de cola e chocolate. Bebidas alcoólicas também devem ser evitadas, pois elas geram um estresse no organismo aumentando o cortisol.

4. Mantenha um padrão de noites bem dormidas, já que o sono é o grande regulador do cortisol.

5. Inspire-se no cardápio anti-estresse que criamos para você aqui embaixo e boa sorte!!

 

CARDÁPIO ANTI-ESTRESSE

Café da manhã:

2 fatias de pão integral
patê de tofu com damascos
200ml de suco de caju ou 1 xícara de chá de gengibre

Lanche da manhã:

banana amassada
mel para adoçar
1 punhado semente de abóbora (30g) ou de mix da saúde
(nozes, pistache e amêndoa)

Almoço:

salada de folhas temperada com azeite, limão e gérmen de trigo
3 colheres de sopa de arroz integral
2 colheres de sopa de feijão
1 filé de salmão grelhado com molho de maracujá

Lanche da tarde:

abacate batido com leite de amêndoa e
1 colher de cacau em pó

Jantar:

omelete com tomate, cebola, cottage e manjericão
salada de rúcula com beterraba ralada





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