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Aprenda a ler rótulos nutricionais e entenda o porquê de cada carboidrato.
18jun

Aprenda a ler rótulos nutricionais e entenda o porquê de cada carboidrato.

A indústria investe na realização de produtos que venham a ter  grandes fluxos de vendas com poucos gastos em sua preparação e, para isso, a mesma acaba utilizando uma série de estratégias – lúdicas e paliativas – visando deixar a sua mercadoria com sabor e aparência mais agradáveis aos consumidores, sendo uma delas a adição de uma série de carboidratos, conhecidos como açúcares.

Para se saber a quantidade do açúcar no alimento basta ver a ordem que o mesmo se encontra na lista de ingredientes – quanto mais este alimento estiver no final, menor é o percentual dele usado no alimento – isso é uma boa opção para se comparar marcar diferentes que vendem um mesmo produto, mas você realmente sabe que tipos de açúcares a indústria utiliza? e seus malefícios?

Aqui mostraremos os tipos de açúcares mais comuns usados pela indústria de alimentos:

Dextrose- A dextrose é uma forma de glicose derivada de amidos. É adicionada aos alimentos para adoçá-los – sendo um carboidrato que tem um alto índice glicêmico, portanto ele fica disponível na corrente sanguínea rapidamente – e como um agente texturizante (da liga ao produto). Muito usado também como pré treino para atletas.

Maltodextrina- A maltodextrina assim como a dextrose é um carboidrato que também fica disponível rapidamente na corrente sanguínea e é usado pela indústria como adoçante e espessante, conferindo viscosidade e solubilidade aos produtos. As principais aplicações são em formulações de molhos prontos para saladas, bebidas, produtos lácteos, embutidos, panificação, confeitaria, encapsulamento de aromas e fórmulas prebióticas, além do uso energético para pré-treino.

Frutose- A frutose é um carboidrato “simples” presente naturalmente em alguns alimentos como frutas e açúcar refinado. Sua principal característica é o seu aspecto cristalino com grande poder adoçante – aproximadamente 1,2 vezes mais do que o açúcar comum. Utilizado pela indústria, então, para adoçar preparações.

A maior parte do metabolismo da frutose ocorre no fígado (50-75%), sendo a restante parte metabolizada principalmente pelos rins e adipócitos. Está fortemente associada à síndrome metabólica, aumento do ácido úrico, esteatose hepática, hiperinsulinemia e triglicérides. Lembrando que a frutose consumida vindas das frutas, não causam o mesmo que quando isolada, pela presença das fibras.

Xarope de glicose/ milho/ guaraná/ malte/ frutose- Os xaropes são originados a partir de qualquer amido e compostos de glicose, maltose ou frutose, a depender da origem. Funciona como um adoçante líquido muito versátil, como agente contra a cristalização do açúcar (sacarose) presente e como texturizante. São muito utilizados em alimentos e bebidas processados, enlatados e assados ​​comerciais, bem como para fazer cerveja, além das barras de cereais, onde conferem liga. O perigo maior dos xaropes, é a sobrecarga hepática que causam e a hiperglicemia.

Açúcar invertido – O açúcar invertido é um carboidrato composto por glicose e frutose e que teve sua estrutura quimicamente alterada. A mistura é vendida como um líquido viscoso e é denominada na lista de ingredientes de um alimento como tirosina ou  açúcar invertido. Em comparação com a sacarose (açúcar comum), o açúcar invertido é mais doce e tende a reter mais umidade, sendo menos propensos à cristalização, com isso a indústria consegue uma fonte de carboidrato com maior poder adoçante e de umidificação, deixando seus produtos mais agradáveis paliativamente falando.

Mel – O mel é um composto de glicose e frutose, mas com a presença de vitaminas e minerais. É um carboidrato de rápida absorção, utilizado pela indústria com o objetivo de adoçar o produto comercializado em troca do açúcar comum e aumentar o valor nutricional.

Melaço ou melado de cana- O melaço é um carboidrato extraído da cana-de-açúcar durante a produção de açúcar refinado, tendo então em sua composição micronutrientes como ferro e cálcio, sendo mais “integral” que o produto final do açúcar. Com um sabor distinto e mais acentuado, melaço pode servir como um substituto para açúcar altamente refinado e outros xaropes.

É importante lembrar que TODOS os produtos citados acima têm um poder de adoçar alto e podem causar uma hiperglicemia (aumento de glicose no sangue) e consequentemente hiperinsulinemia (aumento de insulina no sangue) em demasia. Tais fatores podem causar a longo prazo problemas de saúde.





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