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Alimentação Infantil: os segredos para a formação dos hábitos saudáveis
01nov

Alimentação Infantil: os segredos para a formação dos hábitos saudáveis

A alimentação infantil e a formação dos hábitos alimentares no início da vida estão intimamente ligados com a alta incidência de obesidade infantil. A obesidade infantil vem sendo considerada um grave problema de saúde pública e traz consigo um risco aumentado para o desenvolvimento de doenças crônicas futuras.

Além dos maus hábitos alimentares, a relação inadequada com a comida, a influência negativa da mídia e a falta de atividade física entram como protagonistas nesse cenário tão alarmante. Confira abaixo alguns dos segredos para o sucesso na formação de hábitos saudáveis das crianças e os seis erros que possivelmente estão dificultando esse processo:

EXPOSIÇÃO EXCESSIVA À TELEVISÃO, TABLETS E BRINQUEDOS ELETRÔNICOS

A exposição excessiva às mídias e eletrônicos, além de contribuir com o sedentarismo, desperta o interesse para uma série de brinquedos e jogos que desestimulam a atividade física e a criatividade. Exemplos disso são os celulares, vídeo games, jogos de tablets, brinquedos que “brincam sozinhos”, entre outros. É necessário o incentivo de atividades que estimulam os movimentos corporais, a criatividade e a coordenação motora das crianças para manter o corpo e a mente mais ativa. Promover atividades como andar de bicicleta, jogar bola, construir cabanas, labirintos, escaladas, dança, pega-pega e pular corda são bons exemplos de práticas saudáveis que podem ser facilmente incorporadas no dia a dia. Ao longo do tempo, as crianças que brincam mais, desenvolvem hábitos mais saudáveis, autoestima e mais autoconhecimento.  Já a passividade e a alienação perante a exposição exagerada a eletrônicos interrompem o desenvolvimento de maneira que a criança fica limitada apenas ao que é exposto. O ideal é selecionar o conteúdo ao qual a criança pode ter acesso e limitar o tempo que os eletrônicos podem  ser utilizados, fazendo com que celular, tabletes, computadores e televisão não ocupem mais do que 1 hora e meia do dia da criança.

REALIZAÇÃO DAS REFEIÇÕES COM DISTRAÇÕES PARALELAS

Alimentação infantil e distração não combinam. Crianças que realizam as refeições em frente à TV ou ao tablet não praticam o ato de comer consciente e não desenvolvem um bom senso de saciedade. Perdem a noção da quantidade de alimento ingerido e acabam por consumir muito mais do que deveriam. É importante que a criança estabeleça um contato completo com o alimento, a partir do qual a criança é capaz de se concentrar no sabor, no cheiro e na textura do alimento. O nosso cérebro precisa ficar atento ao alimento para conseguir preparar o nosso corpo para a digestão e absorção de nutrientes, podendo registrar a saciedade da criança. Portanto comer mais conscientemente e sem distrações é fundamental para a saúde da criança.

HORÁRIOS DESORGANIZADOS PARA AS REFEIÇÕES

Realize as refeições em família. Esse hábito influencia diretamente na saúde física e mental da criança. Além de ser um momento de comunhão a ser compartilhado entre seus entes mais queridos, é um momento de aprendizado para as crianças pequenas. Elas vão procurar repetir os atos dos familiares, e portanto o prato dos pais deve servir de exemplo. É importante reforçar o consumo de uma alimentação mais colorida e nutritiva (frutas, verduras e legumes), uma vez que a oferta persistente despertará o interesse da criança, mais cedo ou mais tarde (mesmo para aquelas que se mostram mais resistentes).

PRATOS MONÓTONOS E VOLUMOSOS

É importante apresentar as opções mais saudáveis de maneira mais atrativa para despertar o interesse nos alimentos novos. Inconscientemente todos nós também comemos com os olhos. O excesso de alimentos no prato também pode ser um bloqueador para novas experimentações. O ideal é que sejam servidas porções pequenas que possam ser repetidas caso a criança queira. No caso das verduras, vale a pena deixa-las picadas e bem temperadas para que a aparência não seja de algo muito volumoso, o que pode inibir e desmotivar a criança.

UTILIZAÇÃO DE MECANISMOS DE CASTIGO E RECOMPENSA COM A COMIDA

A falta de interesse ou a rejeição a um alimento costuma se originar de mecanismos de recompensa e/ou punição que os pais costumam utilizar com um certo desespero para garantir a incorporação dos alimentos saudáveis. Apesar da intenção ser boa, isso pode gerar uma relação não saudável com o alimento, uma vez que no futuro a criança pode passar a recorrer compulsivamente  um alimento não saudável (como um doce, por exemplo), toda vez que sentir que merece uma recompensa (após um dia longo de trabalho, por exemplo). Dessa forma, a única estratégia que os pais devem utilizar durante a formação dos hábitos alimentares é o consumo próprio e a oferta diária desses alimentos. Parece um tarefa árdua, mas não desista! A rotatividade dos alimentos fará com que a criança se habitue a incluir na sua rotina. E isso pode acontecer antes do que você imagina!

POUCO ENVOLVIMENTO DA CRIANÇA COM A COMPRA E PREPARO DOS ALIMENTOS

Os pais devem ser os responsáveis por escolher o que fará parte da alimentação infantil, pois as crianças ainda não entendem o que é bom ou ruim para a saúde, mas nada impede que elas participem desse processo. Leve a criança para fazer compras junto com você no supermercado ou na feira. Essa prática ajuda a criança a desenvolver maior conhecimento dos grupos alimentares e a participar de maneira mais ativa das escolhas conscientes. Dividir esse momento com a família, além de estreitar os vínculos afetivos, permite que a criança desprenda mais atenção à importância da alimentação, diferente do que acontece quando ela vê o alimento pela primeira vez já exposto na mesa.

Envolva também a criança na preparação dos alimentos sempre que possível. Isso estimula sua consciência alimentar e a  formação de bons hábitos para uma vida inteira.

A boa formação de hábitos saudáveis na alimentação infantil é um desafio, e requer persistência no dia-a-dia. Mas é um breve período a ser sacrificado quando comparado a toda uma vida com mais qualidade e saúde.

 

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